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"Tomei veneno de sapo e estou forte", diz Veríssimo sobre estreia de 'Na Fé'

17 jul 2013
11h33
atualizado às 11h47
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Ele vai tomar veneno de sapo, rastejar quilômetros, carregar gelo nas costas e participar de lutas sangrentas. Pode parecer loucura, mas as intrigantes demonstrações de religiosidade poderão ser saboreadas, com o comando de Arthur Veríssimo, a partir desta quarta-feira (17), às 22h30, no Discovery.

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Arthur Veríssimo estreia 'Na Fé'
Foto: Discovery / Divulgação

Estreando o documentário Na Fé, o jornalista salienta que a atração chega a ser um reality, já que as situações são reais e gravadas apenas uma vez. “São situações que não têm volta, não dá para ver um quadro melhor. É a correria das festas religiosas”, explica.

Serão nove episódios inéditos com duração de uma hora. Segundo Arthur, religião desperta interesse de qualquer ateu, católico e umbandista. "A função não é esclarecer, é dar luz para as dúvidas", define o programa. 

Em Cuba, ele rasteja por vários quilômetros com os devotos de São Lázaro. No festival El Tinku, participa das lutas sangrentas nas montanhas da Bolívia. No Qoyllur Rit’i, no Peru, carrega um enorme bloco de gelo nas costas, junto com os peregrinos, fora transes em frente à câmera e outras peripécias.

O último episódio acontece no Acre, onde Arthur toma o veneno do sapo. “Com tradição milenar da medicina, dos indígenas, aproveitei o ensejo, lá no coração da floresta, e tomei o veneno do sapo. Hoje estou bem mais forte. Os efeitos são comprovados”, disse, satisfeito, depois de admitir que ficou doente com a correria das gravações, com locais, situações e temperaturas tão diversas.  “Estou com meu sistema imunológico que aguento qualquer coisa. Foi para lá de palestra de motivação”, conta da experiência que exigiu preparo físico até de seus três câmeras. 

Essa, porém, não é a estreia de Veríssimo no universo místico. O trabalho curioso e arrojado é estampado na revista Trip há 26 anos com reportagens de quase 10 páginas. Na TV aberta também exibiu pinceladas de 15 a 20 minutos. O inusitado de Na Fé é o poder que a imagem exerce nesses rituais. “Fomos descobrindo essa linguagem”, cita sobre o diferencial da TV. 

Com tantas descobertas, o que não falta para o jornalista é história para contar. “Às vezes temos grande aceitação, às vezes o ambiente é inóspito”, relata sobre suas visitas. Produzido pela Mixer, sob direção geral de Rodrigo Astiz, Na Fé teve 10 meses de gravação. 

Curioso e apaixonado pela religiosidade, Arthur Veríssimo não se considera parte de uma crença ou religião. “Não dá para falar de um time só”. “Se vai com julgamento, o castelo desmorona”, adverte. 

Fonte: Terra
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