Quer ficar na moda? Coleções são inspiradas na dança

Valisere, Bottega Veneta e outras marcas usam referências e movimentos da dança em suas coleções

16 abr 2015
09h01
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Quem nunca vestiu os collants e as polainas do jazz? Ou as saias de tule do balé clássico? Dança e moda andam juntas há gerações. Figurinos e coreografias acompanham as mudanças culturais e sociais e se transformam ao longo do tempo.

<p>Grife Uma levou para a passarela do São Paulo Fashion Week, em 2013, um espetáculo de dança. As peças usadas pelos bailarinos eram feitas de tule estampado, veludo de seda, malha, crepe da chibé, tricôs de viscose, lã, algodão e couro sintéticos. Os looks foram inspirados no jeito particular que as bailarinas se vestem.</p><p> </p>
Grife Uma levou para a passarela do São Paulo Fashion Week, em 2013, um espetáculo de dança. As peças usadas pelos bailarinos eram feitas de tule estampado, veludo de seda, malha, crepe da chibé, tricôs de viscose, lã, algodão e couro sintéticos. Os looks foram inspirados no jeito particular que as bailarinas se vestem.
Foto: Bruno Santos / Terra

“Eu não sei até que ponto um movimento influencia o outro”, comenta Rousejanny Ferreira, professora do curso de dança do Instituto Federal de Goiás. Segundo ela, a dança e a moda participam de um movimento dualístico, em que cada uma pode ser influenciada pela outra. 

“Na década de 80, por exemplo, dançar jazz era se vestir de jazz”, explica Rousejanny. “É muito mais do que saber dançar, saber fazer o passo. Se vestir de jazz, com aqueles collants florescentes, as polainas, compunha o figurino, o modo de dançar jazz”.

Segundo o estilista e professor da FAAP, Lorenzo Merlino, o ponto inicial da influência entre dança e moda foi nos balés russos no início do século XX. “Essa é a primeira ligação que podemos destacar”, explica. Alguns artistas como Chanel e Schiaparelli, além de outros costureiros famosos, trouxeram elementos desses espetáculos para as suas criações.

A dança das grifes

Hoje, diversas marcas e grifes utilizam a dança como forma de inspiração para suas novas coleções. É o caso da marca de lingerie Valisere que buscou o movimento, a beleza e a sensualidade da dança para criar a sua nova coleção outono/inverno 2015. Modalidades como valsa, zouk, e can can dão nome as coleções de peças íntimas femininas.

Ainda no segmento de lingerie, em 2014, a Ouseuse Lingerie aproveitou a sensualidade e a ousadia provocada pelo Tango para lançar sua coleção outono/inverno. A promessa da marca era elevar a autoestima da mulher, assim como na dança.

A marca italiana Bottega Veneta também buscou referências no balé para a sua coleção primavera/verão. Segundo Tomas Maier, diretor criativo da grife, as peças foram inspiradas não só na performance da dança, mas também em uma bailarina a caminho do ensaio.

Em 2013, a grife Uma foi ainda mais longe, levando para a passarela do São Paulo Fashion Week um espetáculo de dança. No total, 20 bailarinas e quatro dançarinos mostravam movimentos da dança contemporânea ao mesmo tempo em que demonstravam a praticidade e o conforto das peças da marca.

Coleções mais antigas também usaram a dança como fonte de inspiração. É o caso da Rosa Chá que, em 2010, mergulhou no universo da dança de salão para fazer peças que acompanhavam o movimento do corpo. No ano seguinte, a grife Maria Bonita Extra misturou os elementos das roupas esportivas com os do figurino do balé clássico para criar sua coleção. Malhas e moletons eram combinados com tules, rendas e seda.

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Fonte: Cross Content
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