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Kiko Pissolato vive seu quinto bandido na TV como Maciel, de 'Amor à Vida'

14 nov 2013
07h58
atualizado às 07h58
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Aparecer na televisão em papéis de homens brutos já virou rotina para Kiko Pissolato. O ator encarna o motorista de Pilar, personagem de Susana Vieira em Amor à Vida, e capanga de Félix, de Mateus Solano. E admite que, pelo menos por um tempo, deve mesmo se limitar a interpretações focadas em seu tipo físico. Por isso, tenta aproveitar todas as chances que tem de mostrar que, além dos músculos e do porte típico de "leão de chácara" que exibe, carrega a experiência de mais de 10 anos dedicados à interpretação. "Fiz cinco bandidos e um policial na tevê. Mas, com o passar do tempo, podem me ver diferente. Humberto Martins fez muitos heróis descamisados até conquistar o respeito que tem hoje", compara ele, que já participou de Na Forma da Lei, Insensato Coração e alguns capítulos de Avenida Brasil, todas na Globo.

<p>Ator revela que gostaria de interpretar um mocinho do campo</p>
Ator revela que gostaria de interpretar um mocinho do campo
Foto: Jorge Rodrigues Jorge / Carta Z Notícias

Na trama, Maciel é um motorista que, depois de cair nas graças de Félix, vira seu parceiro em diversos planos maquiavélicos. Como a tentativa de matar Atílio, papel de Luís Melo, em um acidente de carro. E o destaque do ator na trama de Walcyr Carrasco também cresceu depois que o personagem teve um envolvimento com a interesseira Valdirene, de Tatá Werneck. Ele, aliás, enganou a "maria gasolina", fingindo ser dele o carro da patroa. "Ainda não sou um cara conhecido, mas estou conhecido. Muita gente me chama de 'motorista do Félix' e 'cara que pegou a Valdirene'. Espero que novas portas se abram agora para mim", torce ele, que é bacharel em Esporte pela USP.   


Nome: Francisco José Rodrigues de Moraes Pissolato.
Nascimento: Em 6 de maio de 1980, em Piracicaba, São Paulo. 
A que assiste na tevê: History Channel e novelas. 
A que não assiste na tevê: "Tudo tem seu momento. Até 'realities', que são tão criticados, me pego assistindo e prestando atenção". 
Primeiro trabalho na tevê: Uma participação como um capanga contratado por Verônica, personagem de Paolla Oliveira, em Cama de Gato, em 2009. 
Atuação inesquecível: Na peça Jaguar Cibernético. "Era uma tetralogia onde eu fazia drogado, roqueiro, travesti, onça e índio. Foram dois anos de temporada e um baita exercício. Ganhei bastante respeito na classe artística paulistana". 
Interpretação memorável: Luís Melo no monólogo Ausência. "É teatro gestual, ele não fala uma palavra. Só expressão corporal". 
Momento marcante na carreira: "Tive um tumor maligno no testículo, em 2007. Operei na segunda-feira e já na sexta estava no palco, todo inchado". 
O que falta na televisão: "Identidade. Fica uma emissora imitando a outra". 
O que sobra na televisão: "Bundas. Exploram demais a sensualidade e deixam de investir no texto". 
Ator: Antonio Fagundes.
Atriz: Fernanda Montenegro. 
Com quem gostaria de contracenar: "Minha mulher, a atriz Bruna Anauate".
Se não fosse ator, seria: Pedreiro. "Gosto de trabalho braçal mesmo".  
Humorista: Marvio Lúcio, o Carioca, do Pânico na Band
Novela preferida: Que Rei Sou Eu?, exibida em 1989 pela Globo. 
Cena inesquecível na tevê: No "remake" de Cabocla, em 2004, na Globo, quando Boanerges, de Tony Ramos, descobre que seu filho nasceu morto. 
Melhor abertura de novela: Rainha da Sucata, exibida pela Globo em 1990. 
Canção inesquecível de trilha sonora: Gonna Fly Now, de Bill Conti, do filme Rocky, escrito e protagonizado por Sylvester Stallone em 1976. 
Vilão marcante: Renato, de Fábio Assunção, em Celebridade, exibida pela Globo em 2003.
Papel que mais teve retorno do público: Maciel de Amor à Vida.
Melhor programa de humor: A Grande Família
Que novela gostaria que fosse reprisada: O Rei do Gado, exibida pela Globo em 1996. 
Que papel gostaria de representar: Um mocinho do campo. 
Par romântico inesquecível: Olavo e Bebel, de Wagner Moura e Camila Pitanga em Paraíso Tropical, exibida pela Globo em 2007.
Com quem gostaria de fazer par romântico: "Gosto de pares inusitados. Então, adoraria fazer com o Mateus Solano em Amor à Vida. Ou com a Susana Vieira". 
Filme: Os Intocáveis, de Eric Toledano, produzido em 2011. 
Livro: "Todos do Rubens Saraceni".
Diretor favorito: Francisco Carlos. 
Mania: "Gosto de chegar muito cedo nos lugares". 
Um medo: "Tinha da finitude do ser humano, mas passou". 
Projeto: "Ter meu próprio teatro, em São Paulo".  

 

 

Fonte: TV Press

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